Saio numa viagem interplanetária a bordo de minha espaçonave. Estilo Star Wars.
Chego a um planetinha azul sem graça e me deparo com formas de vida inteligente, bem parecidas com a nossa. Idênticas na verdade, exceto por um detalhe. São todos cegos. Como contar-lhes que minha nave é vermelha? E que quando se olha para suas turbinas flamejantes, ardem-me os olhos?
Estarrecido, vou me embora. Acho outro planetinha mixuruca azul bebê. Digo "Oi" às formas de vida. Nada. Todos surdos. Como explicar quão contagiante e dançante é ouvir "Rocket to Russia"?
Meu grau de evolução e minhas qualidades sensoriais não me permitem ficar ali.
Sem combustível, paro num lugar estranho. Surgem seres mais ainda, dos quais mal consigo perceber que me cercam. Me olham, me ouvem. Captam de mim mais do que poderia explicar. Quantos mais sentidos eles têm? Sete, oito, além dos meus míseros cinco?
Depressivo, saio dali. Mas eles já sabiam e vieram me consolar.
Que parcela da natureza e da realidade deixo de vislumbrar pela minha falta e limitação de sentidos? Quantos e quão apurados devem ser para poder conceber a realidade em sua totalidade?
Injustiça natural os estranhos estarem mais próximos do que os dos planetas azuis.
Acredito que, aberto a todos mas restrito a alguns, no Yin, a falta total de sentido possa sim levar a um estado de real percepção do real.
Meio Vazio
Coisas soltas para registrar
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
De onde vêm os outputs?
Após alguns anos depois das aulas de neurofisiologia, refletindo desde aquela época... já me vinha: de onde surgem os outputs do nosso sistema nervoso? De onde vêm os impulsos nervosos que nos dão vida aparente, que nos fazem andar, falar, respirar?
Um passo atrás, vamos do início. Sendo bem minimalista e positivista (tenho considerações em relação a isso, mas guardo para outra ocasião), todo comportamento humano surge com impulsos nervosos provenientes do sistema nervoso para a periferia. Pipocam na nossa cachola e vão para músculos, vísceras, pele etc. Por vezes, ficam ricocheteando no nosso cérebro e ficamos "pensando". Mas de onde começam?
Positivistamente (o que não sou), somos bombardeados de estímulos que são transformados em impulsos para o sistema nervoso, os inputs. São então processados no sistema nervoso, baseando-se em sua estrutura prévia, e saem agora como outputs, ou ficam percorrendo sinapses na forma de pensamento, sonhos, divagações, viagens...
Respondido. Próxima pergunta... quer dizer. Qual o papel da consciência, do livre arbítrio, da vontade nisso tudo? São meros expectadores? Somos marionetes crentes do nosso falso poder de decisão?
Pense num sistema elétrico que recebe estímulo, processa e responde. Se você tem pleno conhecimento sobre o sistema e da entrada, você pode prever com exatidão a saída? Nosso comportamento é totalmente dependente dos estímulos e da estrutura prévia? Talvez num nível quântico, sofre-se com o Princípio da Incerteza? Nessa Incerteza, há um regente jogando dados? Numa dimensão insensível? Fora da caverna?
Deixo a minimalisse e tento ver fora da caverna. Enxergo nossa projeção na parede vindo de um rolo ainda não existente, mas a manifestar. O tempo, a consciência e o livre arbítrio impressos ali.
Um passo atrás, vamos do início. Sendo bem minimalista e positivista (tenho considerações em relação a isso, mas guardo para outra ocasião), todo comportamento humano surge com impulsos nervosos provenientes do sistema nervoso para a periferia. Pipocam na nossa cachola e vão para músculos, vísceras, pele etc. Por vezes, ficam ricocheteando no nosso cérebro e ficamos "pensando". Mas de onde começam?
Positivistamente (o que não sou), somos bombardeados de estímulos que são transformados em impulsos para o sistema nervoso, os inputs. São então processados no sistema nervoso, baseando-se em sua estrutura prévia, e saem agora como outputs, ou ficam percorrendo sinapses na forma de pensamento, sonhos, divagações, viagens...
Respondido. Próxima pergunta... quer dizer. Qual o papel da consciência, do livre arbítrio, da vontade nisso tudo? São meros expectadores? Somos marionetes crentes do nosso falso poder de decisão?
Pense num sistema elétrico que recebe estímulo, processa e responde. Se você tem pleno conhecimento sobre o sistema e da entrada, você pode prever com exatidão a saída? Nosso comportamento é totalmente dependente dos estímulos e da estrutura prévia? Talvez num nível quântico, sofre-se com o Princípio da Incerteza? Nessa Incerteza, há um regente jogando dados? Numa dimensão insensível? Fora da caverna?
Deixo a minimalisse e tento ver fora da caverna. Enxergo nossa projeção na parede vindo de um rolo ainda não existente, mas a manifestar. O tempo, a consciência e o livre arbítrio impressos ali.
domingo, 20 de junho de 2010
Ilusão da Escolha
Hoje, Braisl 3 a 1 contra a Costa do Marfim pela Copa da África do Sul.
Não discuto gol de handebol de Luis Fabiano ou demostração medíocre de Kaká.
Não discuto interesses na convocação de uns, e a conivência da mídia.
Não discuto a loucura da massa burra.
Pergunto-me, por que torci contra? Por que não admito fazer parte da maioria que torce, que veste, que grita? Que vuvuzela?
Hoje não me emocionei. Pensei na roupa que poderia ter passado, no pão que poderia estar crescendo, no sono. Na pipoca que acabou. Foi só bom ser obrigado a relaxar no sofá.
Minha obsessão, porém, até que ficou saciada com... fujo da questão de novo.
Reflito. Sempre fui assim. O gosto pelo alternativo revolto, mas com máscara social. Fervilhando por dentro. Minha solução para frustrações. Minha desculpa é dizer "eu não quis".
Acho que a ilusão da escolha conforta. Retorno à questão: será que escolhemos aqui?
Muito em minha vida veio com o vento. Não me lembro de ter pensado ante situações hoje importantes. Fui indo. Depois de muito tempo, faz sentido. Hoje faz.
Quais situações? Deixa pra depois. Quando formos mais chegados...
No final, tudo me fez chegar aqui. Ou será que chegaria de qualquer jeito?
Afinal, foi bom ver o jogo. Não sei se a torcida contra significou, mas meus sentimentos.
Não discuto gol de handebol de Luis Fabiano ou demostração medíocre de Kaká.
Não discuto interesses na convocação de uns, e a conivência da mídia.
Não discuto a loucura da massa burra.
Pergunto-me, por que torci contra? Por que não admito fazer parte da maioria que torce, que veste, que grita? Que vuvuzela?
Hoje não me emocionei. Pensei na roupa que poderia ter passado, no pão que poderia estar crescendo, no sono. Na pipoca que acabou. Foi só bom ser obrigado a relaxar no sofá.
Minha obsessão, porém, até que ficou saciada com... fujo da questão de novo.
Reflito. Sempre fui assim. O gosto pelo alternativo revolto, mas com máscara social. Fervilhando por dentro. Minha solução para frustrações. Minha desculpa é dizer "eu não quis".
Acho que a ilusão da escolha conforta. Retorno à questão: será que escolhemos aqui?
Muito em minha vida veio com o vento. Não me lembro de ter pensado ante situações hoje importantes. Fui indo. Depois de muito tempo, faz sentido. Hoje faz.
Quais situações? Deixa pra depois. Quando formos mais chegados...
No final, tudo me fez chegar aqui. Ou será que chegaria de qualquer jeito?
Afinal, foi bom ver o jogo. Não sei se a torcida contra significou, mas meus sentimentos.
Esvaziar
Ontem coloquei, creio, o primeiro pé onde quero estar.
Brilhando sutil com o SOL de leão. Embora minha astróloga me tenha como Escorpião, que pica.
O Sol, a imagem do Princípio, é central e emana. Quaisquer perturbações em sua irradiação são ampliadas angularmente.
Não sei como, fui muito bem recebido e respeitado (estou calejado?). Mesmo com cara de moleque.
Receio-me de prepotência velada. Aqui e depois.
Penso que gastar bem a remuneração seria prazeroso. Talvez , para me esvaziar, meu odômetro e velocímetro tenha, emblematicamente, dado problema, o qual custará esta importância.
Sigo o movimento. Procuro me esvaziar.
Brilhando sutil com o SOL de leão. Embora minha astróloga me tenha como Escorpião, que pica.
O Sol, a imagem do Princípio, é central e emana. Quaisquer perturbações em sua irradiação são ampliadas angularmente.
Não sei como, fui muito bem recebido e respeitado (estou calejado?). Mesmo com cara de moleque.
Receio-me de prepotência velada. Aqui e depois.
Penso que gastar bem a remuneração seria prazeroso. Talvez , para me esvaziar, meu odômetro e velocímetro tenha, emblematicamente, dado problema, o qual custará esta importância.
Sigo o movimento. Procuro me esvaziar.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Causalidade
Estranho como as coisas coincidem.
Pensamentos "negativos" atraem coisas ruins, ou as prenunciam?
Tanto faz. Tanto faz também se dizer "os dois". O tempo é ilusório. As causas também.
Estamos aqui para conhecer ou reconhecer? A consciência é ator ou expectador?
Somos um flash. Tudo já aconteceu, tudo já foi causado.
.
.
.
Ao saltar alto, quando volto à terra preciso racionalizar.
Por isso,
Procurar aprender e reconhecer para crescer. Mesmo que isso já tenha sido feito.
Afinal, tanto faz se o crescer veio primeiro...
Pensamentos "negativos" atraem coisas ruins, ou as prenunciam?
Tanto faz. Tanto faz também se dizer "os dois". O tempo é ilusório. As causas também.
Estamos aqui para conhecer ou reconhecer? A consciência é ator ou expectador?
Somos um flash. Tudo já aconteceu, tudo já foi causado.
.
.
.
Ao saltar alto, quando volto à terra preciso racionalizar.
Por isso,
Procurar aprender e reconhecer para crescer. Mesmo que isso já tenha sido feito.
Afinal, tanto faz se o crescer veio primeiro...
terça-feira, 15 de junho de 2010
Primeira
Primeira postagem...
Gozado, dias de pensamentos, que ao meu ver, originais (como o Fabiano diz, "os esquemas mais próprios do mundo"), mas agora nada me vem. Vazio.
Mas um vazio desconfortável, de ter perdido tempo. Perdido pensamentos.
Feliz porém pela, afinal, iniciativa de criar este espaço. Meu rim e meu fígado estão mais fortes. Meu estômago não.
Será que tudo que for postar será curto assim? Meio "comercial de 15 segundos"? Meio Vazio?!
Acho que por hoje chega.
Gozado, dias de pensamentos, que ao meu ver, originais (como o Fabiano diz, "os esquemas mais próprios do mundo"), mas agora nada me vem. Vazio.
Mas um vazio desconfortável, de ter perdido tempo. Perdido pensamentos.
Feliz porém pela, afinal, iniciativa de criar este espaço. Meu rim e meu fígado estão mais fortes. Meu estômago não.
Será que tudo que for postar será curto assim? Meio "comercial de 15 segundos"? Meio Vazio?!
Acho que por hoje chega.
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