Após alguns anos depois das aulas de neurofisiologia, refletindo desde aquela época... já me vinha: de onde surgem os outputs do nosso sistema nervoso? De onde vêm os impulsos nervosos que nos dão vida aparente, que nos fazem andar, falar, respirar?
Um passo atrás, vamos do início. Sendo bem minimalista e positivista (tenho considerações em relação a isso, mas guardo para outra ocasião), todo comportamento humano surge com impulsos nervosos provenientes do sistema nervoso para a periferia. Pipocam na nossa cachola e vão para músculos, vísceras, pele etc. Por vezes, ficam ricocheteando no nosso cérebro e ficamos "pensando". Mas de onde começam?
Positivistamente (o que não sou), somos bombardeados de estímulos que são transformados em impulsos para o sistema nervoso, os inputs. São então processados no sistema nervoso, baseando-se em sua estrutura prévia, e saem agora como outputs, ou ficam percorrendo sinapses na forma de pensamento, sonhos, divagações, viagens...
Respondido. Próxima pergunta... quer dizer. Qual o papel da consciência, do livre arbítrio, da vontade nisso tudo? São meros expectadores? Somos marionetes crentes do nosso falso poder de decisão?
Pense num sistema elétrico que recebe estímulo, processa e responde. Se você tem pleno conhecimento sobre o sistema e da entrada, você pode prever com exatidão a saída? Nosso comportamento é totalmente dependente dos estímulos e da estrutura prévia? Talvez num nível quântico, sofre-se com o Princípio da Incerteza? Nessa Incerteza, há um regente jogando dados? Numa dimensão insensível? Fora da caverna?
Deixo a minimalisse e tento ver fora da caverna. Enxergo nossa projeção na parede vindo de um rolo ainda não existente, mas a manifestar. O tempo, a consciência e o livre arbítrio impressos ali.
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